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Monday, March 18, 2013

Raspberry Pi: build a home web server (BETTER WAY)!

Raspberry Pi: build a home web server (BETTER WAY)!

Long time no see people!!! Depois de praticamente 2 meses sem postar nada estou eu aqui novamente!
Como podem perceber o nome da postagem (BETTER WAY) quer dizer que eu aprendi muito nestes últimos 2 meses! Foram bem corridos, com o fim do ano e viagens. Enfim, vamos la!!

Bom, como vocês devem se lembrar do meu último post estava criando um servidor web local (intranet)  usando o raspberry pi. Não vou repassar toda a parte introdutória do post passado nesse, aqui vou direto ao ponto!

Minha stack final até o momento:
  1. Raspberry Pi (claro!!);
  2. Arch Linux Arm (2013-01-22);
  3. dnsmasq (i trully love this one!!!);
  4. nginx;
  5. supervisor;
  6. gunicorn;
  7. python2;
    1. flask;
Beleza, tudo só isso... vou mostrar os passos para instalar esses caras e deixa-los funcionando. Lembrando que, eu não me responsabilizo por quaisquer dados causados pela instalação e posterior uso de seus equipamentos.
Não estou levando em consideração precauções de segurança, no meu caso o acesso a esses dispositivos passa por um router, o qual fornece o DNS e outras implementações como firewall.

Instalação

Bom, o primeiro passo é instalar a versão do Arch Linux Arm no cartão de memória que será inserido no pi. Este passo já fora explicado no tutorial anterior (la eu usei o Arch Linux Arm), então não irei me alongar aqui.
Depois de instalar a imagem conecte o SD no pi e ligue-o na energia elétrica, se a tela do monitor ficar pequena (cortando o shell), bom nesse caso você precisa alterar o arquivo de configuração do pi. A melhor opção é desligar o pi, tirar o SD dele e conectar no pc novamente.
Altere o arquivo config.txt que estará em /boot/config.txt. Eu apenas habilitei e fui mudando os valores de framebuffer e overscan até ficarem legal no meu monitor. O problema de se alterar essas informações desta maneira é que cada outro terminal pode precisar de novas configs.

Feito isso o próximo passo é atualizar todo o sistema. Para logar no Arch Linux pela primeira vez o usuário e senha são root e root.
Após o login execute:
pacman -Syyu

Isso irá atualizar todo o sistema e os repositórios cadastrados.

Agora vamos instalar todos os packages que iremos utilizar! Todos mesmo!!! One line to rule them all!!! HAHAHAHAAHA

pacman -S sudo base-devel openssl pcre zlib libxml2 udev-automount dnsmasq nginx supervisor mongodb python2 python-pip2

Legal neh?? Mas o que fizemos/instalamos???

O principais são o base-devel que irá instalar mais um tonelada de packages e libs incluindo o compilador gcc.
O udev-automount que irá automagicamente montar as unidades que forem conectadas a porta usb do pi, facilitando nossa vida ao inserir um stick usb como unidade de armazenamento.
E claro todo o resto da stack. Se você não quiser instalar algum dos packages é só não coloca-lo na linha listada acima.

Ainda é necessário instalar o flask!! Para isso execute:
pip2 install flask Flask-Assets gunicorn pymongo mongoengine

Acabamos de instalar o flask, Flask-Assets (que junta todos os arquivos .js em um único javascript e css tb), gunicorn (nosso servidor WSGI local que executa código python) e os binds python para o servidor mongodb.

O próximo passo é definir para nosso raspberry pi um endereço de ip fixo, o motivo disso é que queremos que o dnsmasq consiga redirecionar algo do tipo mypi.lan.internal.server para o ip do nosso pi e chamar consequentemente nosso site web!
Como eu estou usando um route, entrei na configuração do mesmo e adicionei um endereço fixo para meu raspberry pi (192.168.1.48).
Agora é preciso alterar 2 arquivos de sistemas, ambos estão em /etc/ e são:

  • hosts
  • resolv.conf.head
No hosts (não hosts.conf hein!) basta acrescentar:
192.168.1.48       mypi        localhost

Note que o endereço é mypi, o restante do nome o dnsmasq irá colocar para nós (iremos configurar isso la).

No resolv.conf.head (crie ele se não existir!) devemos acrescentar:
nameserver 192.168.1.48

E finalmente vamos alterar o arquivo do dnsmasq para que ele funcione:
Linha 62:

local=/lan.internal.server/

Linha 99:
no-dhcp-interface=eth0
Linha 119:
expand-hosts
Linha 128:
domain=lan.internal.server


Feito essas alterações nos arquivos de configuração de rede e do dnsmasq devemos alterar as configurações do nginx. Para configurar um novo vhost procure pelo arquivo do nginx, ele vai estar em /etc/nginx/nginx.conf.
Embaixo esta a configuração que tenho utilizado juntamente com o gunicorn. Atenção apenas as pastas (você deve colocar o caminho para seus arquivos estáticos [/media/www/static], onde estão os arquivos do seu programa [/media/www/home] e claro o ip:port na qual o gunicorn será executado [no meu caso 192.168.0.25:8080]). O resto pode ser deixado como padrão... lembrando que aqui, não ainda não ativei compactação via gzip no nginx (e vai ficar para uma próxima).


server {
    listen       80;
    server_name  mypi.lan.internal.server;


    location ~ ^/(jpg|jpeg|gif|png|ico|css|zip|tgz|gz|rar|bz2|pdf|txt|tar|wav|bmp|rtf|js|flv|swf|images|flash|media|static)/

    {
        root   /media/www/static/;
        expires 1d;
    }


    location / {

        #root   /media/www/home/;
        #index  index.html index.htm;
    try_files $uri @proxy_to_app;
    }


location @proxy_to_app {

proxy_set_header X-Forwarded-For $proxy_add_x_forwarded_for;
proxy_set_header Host $http_host;
proxy_redirect off;
proxy_pass http://192.168.0.25:8080;
}
}


Depois disso é hora de configurar o supervisor para executar nosso processo do gunicorn que irá carregar nossa app em flask!!!

O bacana do supervisor é que com o comando echo_supervisord_conf > /etc/supervisord.conf você gera um arquivo de conf padrão! ;) bem simple não?
Entretanto apenas isso não garante que o gunicorn seja executado, por conseguinte devemos alterar o arquivo de conf criado acrescentando as seguintes linhas acima da explicação de como subir um programa usando o supervisor. Procure por [program:theprogramname] no arquivo e acrescente acima ou abaixo:


[program:gunicorn]
command=gunicorn app:app -b 192.168.0.25:8080
directory=/media/www/home
autostart=true
autorestart=true
redirect_stderr=True


Atenção para colocar o mesmo ip:port que especificado la no nginx hein!! Outro detalhe importante é o de colocar o nome do arquivo python que representa o app do flask. No meu caso, eu deixei o mesmo padrão que é descrito nos docs do flask, ou seja arquivo app.py, class name app, por isso do gunicorn app:app.

Pronto! Agora só subir todos os serviços e torcer pra tudo estar configurado corretamente!
systemctl enable dnsmasq
systemctl start dnsmasq
systemctl enable nginx
systemctl start nginx

systemctl enable supervisord
systemctl start supervisord


Bom, acesse a sua url padrão no navegador e você perceberá que não é carrega, não se esqueça de configurar o dns primário e secundário em sua conexão com a internet. Essa parte é importante caso seu roteador (assim como o meu) não permita configurar um dns interno.


Referências:

Friday, July 13, 2012

Currículum Vitae

Currículum Vitae

Boas! Essa postagem será um pouco mais técnica. Na verdade, nos últimos dias eu fiquei colocando no ar um "site" que na verdade é um currículo online meu. Pois é, você pode se perguntar: Currículo online? Mas não tem vários sites que fazem isso?

A resposta é sim, e ao mesmo tempo não.

Sim, existem vários sites que permitem você colocar la seu currículo, e muitos são bem bacanas! Mas ano passado, eu ouvi e vi um cara falar o seguinte:
"Então você trabalha com informática, e não tem um currículo online que você mesmo fez?"

Fiquei pensando sobre o assunto e cheguei a conclusão de que um currículo online feito por mim mesmo, passa a idéia, de que:
  • Eu sei fazer design de um site, mesmo que pequeno;
  • Sei codificar na linguagem que eu escolher pro meu "site";
  • Sei usar o banco de dados o qual escolhi;
  • Sei configurar, mesmo que basicamente um server.
Realmente eu sei fazer tudo isso, mas como colocar em 1 página A4 todas essas informações e outras mais para alguém avaliar? Alguns podem até afirmar que um currículo extenso vai afugentar os contratantes, mas se você possuir as duas opções (um curriculo em pdf de 1 página A4, e um "site" com uma bela descrição), pode vir a facilitar o contratante, quem se interessar poderia ir la no seu "site" e ler mais sobre você.

Perceba que a intenção não é ser um blog, mas talvez uma página agregadora, com informações extras que você queira colocar, no formato que você escolher!

Bom, finalmente resolvi fazer isso, e pra começar aprendendo mesmo, resolvi usar o heroku!
Como eu gosto muito de python e ja faz um tempinho que o heroku habilitou python la, resolvi que iria utilizar ambos!
Mas ai fiquei com uma dúvida, seria ideal usar o django pra fazer uma mera página? Achei mesmo que não, e acabei escolhendo usar o flask e não me arrependo não. É um framework bem simples, leve e rápido de aprender.
Acabei o "site", ficou muito legal, mas sabe quando você pode melhorar? Foi o que fiz!
Resolvi colocar o mongodb e o mongoengine rodando, para fazer algumas coisas simples e usar para evitar repetição de html (na parte das keywords e livros). Ficou jóia!
Com toda a certeza, ainda tem coisas que posso melhorar e acrescentar, como por exemplos os projetos que tenho online! É, eu tenho uns "programinhas" disponíveis na internet (mais especificamente no Google Code, mas vou coloca-los no github), que podem enriquecer ainda mais meu currículo online, sendo que no pdf A4 de 1 página não caberia (beleza que num tem tanto programa assim neh).

Resumindo? Não espero que consiga altos empregos com isso, mas acredito que possa dar um pouco mais de visibilidade para quem um dia poderá me contratar!


Quer ver como ficou o trabalho "pronto"? Clique aqui!

Na próxima postagem eu coloco todos os passos que fiz!
falowaer ;)